sexta-feira, 25 de abril de 2014

Capitulo 2- "De onde é que conheces o Rúben? "


 
Ele levou-a para o seu carro. Durante a viagem as pequenas provocações continuaram... Uns beijos húmidos no pescoço dele, caricias no seu joelho direito até onde ela sabia que lhe ia dar mais prazer... Ele não pediu que parasse o que fez com que ela tivesse toda a liberdade para lhe levar ao máximo! Aquilo foi o suficiente para o deixar já visivelmente “entusiasmado”, mas assim que estacionou o carro, ela tirou o cinto e aproximou-se ainda mais. Uniu os seus  lábios e deixou a sua língua se encontrar com a dele. As suas mãos que estavam pousadas nos joelhos dele voltaram a subir. Pararam perto da zona da fivela do seu cinto. Com alguma brutalidade retirou-lhe este. Separou as suas  bocas descendo pelo o seu pescoço e parou ao chegar à sua camisola. Sentiu as mãos dele a subirem pelas suas coxas, tocando no tecido no seu vestido. Aí ficaram alguns segundos puxando-a para perto dele, para depois com uma das suas mãos tirar a chave do carro e abrir a porta. Voltou a sentir o calor das suas mãos mas desta vez ele deixou-as ir um pouco mais acima do que à pouco, empurrando algum tecido do vestido da Daniela. Puxou-a para ele e saiu do carro com ela no seu colo. Pararam depois perto da porta, ele encostou-a a esta enquanto  procurava nos bolsos as chaves de casa. Quando finalmente as encontrou, ela desceu do seu colo e separaram  os seus lábios.
Ele abriu a porta e assim que entraram voltou a beijá-la com a mesma intensidade de à pouco. Não queriam perder mais tempo e foram para o quarto. Entraram com os seus corpos colados. Ele levou as suas mãos até às nádegas dela e com força aproximou ainda mais o seu copo do dela. Sem separarem os seus lábios, Daniela que tinha as mãos nos ombros dele deu alguns passos em direcção da cama. Perto desta empurrou-o fazendo com que este se deitasse. Ela descalçou os seus sapatos, atirando-os para um canto do quarto. Sentou-se sobre ele e levando as suas mãos à camisola fez-se livre desta. Rúben colocou as suas mãos na cintura dela mantendo os seus lábios colados e as suas línguas em sintonia.
As mãos de Daniela percorreram o tronco dele, sem qualquer pressa… Primeiro pelo seu peito, de seguida pelos abdominais parando no delinear das calças dele, voltando outra vez a subir. Beijou-o nos lábios por alguns segundos e depois voltou a beijar os seus abdominais. Aí deu uso à sua língua tocando em cada pedaço da pele dele, que a observava atentamente. Quando voltaram a unir os seus lábios ele retirou-lhe aquele casaco e levou a sua mão até ao fecho do vestido. Puxou-o completamente e depois atirou-o para o chão. Num movimento rápido deitou-a sobre a cama. Beijou o seu pescoço e pouco depois começou a descer parando nos peitos dela. Apertou-os com alguma força, que em conjunto com os seus beijos fizeram com que ela soltasse um leve gemido. Rúben deixou a sua mão direita descer e só parou ao tocar na parte mais sensível do corpo dela... Assim que o fez voltou a ouvir-se um gemido vindo da boca de Daniela. Mas desta vez mais alto… Ele não parou por ai e
 mesmo por cima do tecido fez o possível para que ela ficasse completamente fora de si. Ela falou o nome dele fazendo com que ele lhe olhasse com um sorriso ao ver o estado que a tinha deixado. Não queria por fim aquela “tortura” e beijando o corpo  dela  foi descendo em linha recta. Parou onde ele à pouco tinha usado a sua mão direita. Tirou-lhe aquela tanga e atirou-a para perto do resto da roupa. Daniela logo depois sentiu os lábios dele na sua barriga, enquanto ele continuava com as caricias... Agora não conseguia controlar os gemidos que eram bem audíveis. Deixou de dar uso à sua mão e utilizou a sua boca. Quando não aguentava mais com aquilo agarrou os braços de Rúben e puxou-o. Ele beijou-a.
Daniela viu isto como uma oportunidade para se “vingar” e deixá-lo também no mesmo estado em que se encontrava. Assim que ficou sobre ele, as suas mãos foram ao fecho das calças dele. Abriu-as rapidamente e viu-se livre dela em “três tempos”! Não estava para perder tempo e retirou-lhe os boxers... Prendeu o seu olhar no dele e depois beijou-o. A sua mão desceu pelo tronco do Rúben, parou onde sabia que ia lhe levar ao extremo. Com a sua mão direita ia fazendo com que ele ficasse no mesmo estado que ela... Olhou-o e sorriu.
Sentou-se sobre a sua cintura e ele levou as suas mãos até às alças do soutien. Retirou cada uma delas a seu tempo e depois  abriu o fecho deste. Viu-se livre dele e levantando o seu tronco voltou a beijar peitos de Daniela mas estando agora estes completamente despedidos… Aqueles seus beijos, lambidelas e mesmo leves mordidelas só a deixavam num estado ainda pior.
Acabou por pôr um ponto final aquilo mas apenas para lhe perguntar onde estavam os preservativos. Ele sorriu e esticou o braço. Abriu a primeira gaveta da cabeceira que estava ao lado da cama, retirou uma caixa de preservativos. Ela tirou-lhe o pacote da mão e tratou do resto. Retirou o preservativo e colocou-o. Depois de o fazer voltou a sentar-se sobre ele, mas antes de o fazer pegou no membro dele e fez com que entrasse dentro de seu. Ele colocou as suas mão na cintura de Daniela que ia determinando o ritmo. Começou devagar mas a verdade era que nenhum deles queria ficar por ali por isso não demorou muito até acelerar as coisas. Quando atingiram o orgasmo ambos soltamos um gemido. Depois o Rúben deitou-a sobre a cama com cuidado voltando a amarem-se.

  ***

Daniela acordou e olhou para o seu lado. Ele ainda dormia. Não o querendo acordar levantou-se e procurou a sua roupa que estava espalhada pelo quarto. Sem energias vestiu-se e agarrou nos seus saltos. Sentou-se na beira da cama para os calçar.

- Já vais? - ouviu a voz de Rúben e olhou-o.

- Ya. - calçou o último sapato. Agarrou na sua mala e inclinando-a sobre ele, com a mão direita apoiada na cama aproximou os seus lábios do dele não totalmente, apenas o suficiente para sentir a sua respiração. - Txau.

Falou e beijou-o. Não passou de um leve encosto de lábios para dar como terminada aquela “aventura”.

Rúben - Adeus. - sorriu.

Ela apenas lhe olhou e fechou a porta. Com a cabeça feita em água foi para sua casa. Estava completamente exausta, precisava apenas de um banho quente e meter-se debaixo dos lençóis. Assim que abriu a porta da sua casa retirou os saltos. Atirou estes e foi para a cozinha. Ligou a máquina do café e sentou-se à mesa com a cabeça apoiada nas suas mãos.

- Então já acordada? - Isa entrou na cozinha e estranhou ver Daniela ali.

- Acabei de chegar à pouco ok. - não estava com cabeça para conversas e falou aquilo num tom ríspido.

- Passas a noite fora a fazer aquilo que bem sabemos e ainda chegas a casa mal humorada, pelo os vistos não foi suficiente. - gargalhou.

- Podia te responder mas nem tenho paciência para as tuas piadinhas.

- Pronto já cá não está quem falou… Toma. - pôs a chávena de café em frente de Daniela. Esta ergueu a cabeça encheu uma colher com açúcar e colocou no café. De penalti bebeu-o e pousou a chávena. - Vou me deitar e não quero que me acordem. - ordenou enquanto se levantava.

-Vai dormir vai, que depois quero saber com quem andaste para ficares desta maneira, se souberes sequer o nome do rapaz claro. - picou-a mas Daniela não estava com paciência para aquelas picardias logo pela manha, especialmente depois de uma noite como aquela.

Isa começou por tomar o pequeno almoço sozinha mas depois a Áurea e a Helena vieram também até à cozinha. Estavam de férias mas aquelas malas que estavam espalhadas no chão do quarto de cada uma delas fez com que se levantassem cedo para as desfazerem.
As quatro raparigas passaram a maior parte da manhã a por as roupas nos cabides do roupeiro enquanto a Daniela esteve na sua cama a curar a ressaca. Acordou quando a tarde ia a meio, comeu e voltou a enfiar-se no quarto mas desta vez para tirar toda aquela roupa das malas. Quando terminou respirou de alivio ao olhar em volta e ver tudo no seu lugar.


Olhou para o relógio e viu que se aproximava a hora do jantar e foi para a cozinha.


***

Helena e Isa tinham acabado as arrumações pouco depois da hora do almoço e sem vontade de mexer um músculo que fosse aterraram no sofá e colocaram um filme. Este terminou e Helena pegou no comando fazendo zapping já Isa tinha o olhar preso no telemóvel.

- Ai o amor deixa-nos tão parvinhas. - falou Helena ao reparar que a Isa  sorriu-a cada vez que olhava para o telemóvel.

- Deixa estar que ainda estas férias arranjamos quem te deixe com um sorriso parvo na cara também.

- Não te ponhas com ideias! - avisou-a.

- Vais querer ficar solteira pro resto da vida ?

- Isto são coisas que acontecessem naturalmente não contigo feita cupido.

- Não percebo porquê, sei qual é o teu tipo de homem quero o melhor para ti posso me transformar no perfeito cupido de serviço. - sorriu com entusiasmo.

- Agradeço os teus serviços mas não é preciso. - ouviram alguns passos e olharam para o seu lado esquerdo. - Então ainda de ressaca?

- Estou só com umas dores de cabeça. - falou Daniela parando perto do sofá.

- Pois isso era o que dizíamos às nossas mães depois de uma noite como à tua. - riram, expecto a Daniela.

- Tou a ver que vocês hoje tao cheias de piada! Vou mas é fazer o jantar.

- Espera. - pediu Isa. - Não vais fazer jantar nenhum porque vamos jantar fora.

- Jantar fora? - perguntou Helena.

- Sim. - confirmou Isa. - O Javi convidou-me e a vocês também.

- Um casalinho e nós as quatro a fazer de candelabro. - disse Daniela num tom sarcástico.

- Deixa de ser parva. Não vão andar a segurar a vela até porque o Javi vai levar uns amigos dele.

- Assim a coisa já muda de figura. - falou Daniela com um sorriso mostrando o seu agrado.

- Amigos do Javi?! É que nem pensar. - atirou Helena.

- Oh Helena ele não vai levar o bicho papão! São rapazes da nossa idade e ainda por cima és solteira tens é de aproveitar! - Isa tentou fazê-la mudar de opinião.

- Ela tem razão, deixa-te de cenas vocês vão connosco e tenho dito! - falou Daniela.

- Ainda nem perguntaram à Áurea e à Olívia se querem vir. - retorquiu Helena.

- Elas vão aceitar. - afirmou Daniela. - A Áurea prometeu-me que ia sair connosco um dia destes e a Olívia se quiser levar o Rui não há problema.

-A Daniela tem razão. Vou falar com a Áurea vocês avisem a Olivia. - Isa falou e levantou-se. Em cerca de quarenta e cinco minutos elas trocaram de roupa para algo mais adequado para o jantar. Não escolheram um look demasiado ousado, optaram sim por algo mais descontraído mas com um toque do estilo próprio de cada uma delas.



Isa
Áurea
Helena
Olivia
Daniela
 A viagem até ao restaurante foi rápida e quando chegaram perguntaram ao empregado qual a mesa que tivera sido reservada por Javi. Este respondeu que eles já tinha chegado e levou-as para perto da mesa. Esta estava do outro lado da sala e à medida que se iam aproximando olhavam para aqueles rostos desconhecidos que o Javi tinha trazido contigo.

- Buenas noches cariño. - falou Javi com um sorriso ao ver Isa perto dele.

- Olá amor. - respondeu e uniu os seus lábios com os de Javi mas por um curto espaço de tempo.

- Boa no... - Daniela ia cumprimentar os que já estavam sentados à mesa mas algo fez com que ficasse sem palavras. Era mesmo ele? Aquilo não poderia estar acontecer… Não fazia qualquer sentido! Como era possível ele ali estar? Ela tentava encontrar uma resposta para aquelas perguntas mas não passava de tentativas falhadas. - tu aqui... - olhou para Rúben e falou confusa.

- Vocês conhecem-se? - Isa também sem entender o que raio se passava ali falou. - Daniela… - chamou por Daniela que continuava a olhar para o Rúben. Ambos estavam pasmos enquanto os outros esperavam uma resposta. Daniela quando ouviu Isa lhe chamar olhou-a. - Então vocês conhecem-se?

- Ah... Mais ou menos... Mas agora vamos é jantar.

Não queria prolongar aquela conversa e ter de dar mais explicações, foi antes se sentar. As outras meninas e o Rui sentaram-se nas cadeiras que até então estavam vazias e depois de umas breves apresentações foram trazidos os menus para a mesa. O ambiente não era o melhor já que conheciam-se a alguns minutos e depois do que tinha acontecido quando ali chegaram não era de esperar outra coisa.
Isa acabou por tomar iniciativa e chutou um tema de conversa. Aquilo fez quebrar o gelo e quando comiam a conversa ia fluindo.

- Daniela, vou à casa de banho retocar a maquilhagem, queres vir? - perguntou Isa pouco depois de terem feito os pedidos para a sobremesa.

- Agora? Não podes esperar mais um pouco?

- Anda lá. - insistiu.

Daniela pegou na sua mala e levantaram-se.

- Agora que tamos aqui as duas explica o que aconteceu quando chegamos aqui? - falou depois de fechar a porta da casa de banho e ficarem a sós.

- Quê?

- De onde é que conheces o Rúben? - perguntou sem demoras.

- Ah isto, é simples. Ontem passei a noite com ele. - disse com a maior das serenidades.

- Tu… Tu o quê?

- Dormi ontem com ele, não sei se te lembras passei a noite fora. - perante o espanto de Isa a Daniela respondia-lhe com se aquilo nada fosse, usando mesmo algum sarcasmo.

- Eu lembro-me mas...Foste para a cama com um amigo do Javi a sério Daniela??

- Sabia lá que ele conhecia o Javi e sinceramente não entendo qual é o problema. 

- Ai não sabes qual é o problema, Daniela tu podes andar a comer quem tu quiseres e bem entenderes agora não com o Rúben! Ele vai achar que queres alguma coisa com ele o que não é verdade.

- Acalma os cavalos eu não quero nada com ele nem ele comigo.

- Como é que tens a certeza?

- Isa se o Rúben quisesse alguma coisa comigo não me tinha levado para a cama na primeira oportunidade que teve. Sinceramente estás a fazer uma tempestade num copo  de água, não passou de mais uma noite… Como tantas outras. 

- Se tu o dizes está bem. - falou já mais convencida. - Só não quero criar mau ambiente.

- Deixa estar que não te deixo ficar mal ao pé dos amiguinho do teu amorzinho.

Saíram da casa de banho e voltaram para a mesa. As sobremesas tinham sido servidas. Havia já pequenos grupinhos à conversa, David conversava com Helena, Áurea e Daniela. Rúben ouvi-os e lá de vez enquanto saltava para a conversa, já os dois casalinhos ficam fora desta. Iam partilhando a sobremesa entre mimos e sorrisos.

- Vou até lá fora. - murmurou Daniela ao ouvido de Áurea depois de se levantar.

- Tá tudo bem? - perguntou Áurea.

- Sim, sim.

Respondeu e com o telemóvel na sua mão afastou-se. Ao chegar ao exterior do restaurante, onde havia uma pequeno jardim sentou-se sobre um banco de madeira escura. Encostou o seu corpo a este e começou a escrever a mensagem para sua mãe. Não ia ter oportunidade para falar com ela hoje então queria pelo menos saber como ela estava nem que fosse por uma breve mensagem.

- Posso? - Daniela olhou para o seu lado direito, ao ver Rúben soltou um suspiro.

- Se já te sentaste… - atirou secamente depois de ele se sentar ao seu lado.

- Está tudo bem?

- Sim vim apanhar um pouco de ar fresco mas já está na hora de ir andando. - olhou para o relógio enquanto falou e levantou-se.

- Hei, espera. - ao falar agarrou-a pela cintura sem timidez puxou-a para ele. O corpo de Daniela foi contra o de Rúben e aí ele aproximou também o seu rosto do dela. - Não vás já embora princesa. - falou com um sorriso provocador nos lábios.

- Não me chames de princesa e que eu saiba não temos nada para falar. - colocou as suas mãos nos ombros de Rúben e tentou criar alguma distância entre os seus copos mas ele voltou a puxá-la.

 - Não temos que falar… - tentou colar os seus lábios ao dela mas ela recuou.

- Exacto não temos que falar. - afirmou e virou costas. Rúben agarrou o seu pulso esquerdo e fez com que ela ficasse de frente para ele.

- Porque é que tás a fugir? Vais dizer que não gostaste da noite de ontem.

- Não tou a fugir e sim gostei da noite de ontem mas pensei que tava claro que era apenas uma noite, mais nada.

- Qual é o problema de irmos para a cama outra vez? - perguntou Rúben com ar confuso.

- Porque as coisas comigo não são assim e pensei que contigo também não. - suspirou já farta daquela conversa. - Vou andando que estou cansada.

Rúben ainda voltou a chamar por ela mas nem um olhar sobre o ombro obteve. Não compreendeu o porquê de ela ter ido embora. Ontem tinha se entregado completamente a ele e hoje fugiu assim que teve oportunidade. 

Ele minutos depois voltou para a mesa e havia já cadeiras vazias. Javi confirmou-lhe que tinham ido embora e numa questão de minutos Isa saiu também acompanhada pela Olívia e Rui.

- Mano você conhece a Daniela? - perguntou David quando iam a caminho do 
parque de estacionamento do restaurante.

- Mais ou menos. - respondeu não querendo adiantar muito mais.

- Como assim mais ou menos?

- Sim mano, conheces ou não conheces. - falou Javi.

- Amanhã no treino falamos melhor.

Rúben não queria conversar mais sobre aquele assunto, falou aquilo e foi para o seu carro. Continuava confuso quanto à reacção da Daniela… A miúda era bipolar só podia, pensou. Ontem atirou-se para cima dele e hoje fez exactamente o contrário, afastou-se com uma desculpa esfarrapada...

***

- A Isa vai passar a noite com o Javi? - perguntou Helena ao entrar no carro com Daniela e Áurea.

- Não sei, não lhe perguntei. - respondeu Áurea. Daniela colocou a chave e ligou o carro em silêncio. - Olha oh Daniela o que é que foi aquilo quando chegamos ao restaurante?

- Aquilo o quê? - manteve os olhos na estrada quando falou.

- Aquela cara que fizeste quando viste o Rúben, onde é que o conheceste?

- Vocês saíram-me cá umas cuscas.

- Conta lá. - pedinchou Helena.

- Pronto... Eu dormi com o Rúben.





Espero que tenham gostado!
Tenho tido muito gosto em escrever esta história e gostava de saber o que estão a achar,pode ser? :)

vou ficar à espera!! :D
Beijinhos
Rita


sábado, 12 de abril de 2014

Capitulo 1- The Saturdays!


A casa estava cheia! Tinham sido muitos os fãs a marcarem presença neste concerto em Los Angeles. Era o último de uma longa digressão… Esta que era sinônimo de um grande esforço, dedicação e trabalho. Cada vez que pisavam aquele palco a adrenalina corria-lhes pelas veias enquanto a plateia vibrava ao acompanhar letra a letra cada uma das suas musicas. Esta que lhes tinha ganho não só um grande carinho como também respeito... Não seria hoje o fim de um ciclo mas sim o virar de mais uma página nas suas carreiras.


Com perfeita consciência disto mas com o coração apertadinho por deixarem aquele ambiente fantástico que se repetia todas as noites, colocaram-se em posições e esperaram que entrasse a batida.
Em cima daquele palco elas encantavam, seduziam e deixavam-se ir por aquela energia que vinha daqueles que tal como elas viviam aquele momento sem pensar no mundo fora daquele palco.
                                                                  

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A emoção tomou conta de cada uma delas quando se ouvia aquelas palmas e os gritos de entusiasmo das dezenas de pessoas que ali estavam. Abandonar aquele palco e voltar para o camarim não foi  fácil. A vontade era de ficar,de dar continuidade aquela fantástica jornada... Mas quando o trabalho se torna uma prioridade como  aconteceu a este grupo à certas coisas que passam para segundo plano... Os que foram durante muito tempo a base das suas vidas tinham sido “postos de parte”... Precisavam e mereciam uns meses de descanso e voltar para perto da família.
Desceram do palco e ali mesmo se formou um grande grupo com toda a equipa que tinha trabalhado arduamente neste projeto. Após aquele abraço de grupo, quase como uma despedida as lágrimas foram surgindo.

- Oh mulher não precisas estar agora feita Maria Madalena. - a Olívia falou aquilo e gargalhou pois a Áurea tinha já lenços na sua mão e o rímel todo borrado.

- Desculpa se tenho sentimentos, sim? - limpou as lágrimas.

- Achas que também não ficamos em baixo por terminar a digressão? Mas isto não quer dizer que seja o nosso fim. - a Daniela falou e agarrou uma garrafa de champanhe que tinha tirado do mini-bar. - Vamos voltar e melhor do que nunca. Agora bora lá fazer um brinde?

- Bora. - Isa foi buscar cinco copos de champanhe.

A Daniela encheu o copo de cada uma delas e depois colocaram-se num pequeno círculo e fizeram o brinde.

- Olhem aqui o passarinho.- Áurea agarrou no seu telemóvel para capturar aquele momento.

- Então e tu?

- Isa achas mesmo que com a maquilhagem toda borrada vou andar a tirar fotos. Tiro sim a vocês, andem lá.

Elas fizeram pose e a Áurea tratou do resto.Minutos depois esta foto estava no Instagram de cada uma delas.



Elas mudaram de roupa para um confortável fato de treino, pegaram nas suas malas e foram para o carro que as esperava. Como habitual depois de praticamente duas horas em palco em cima daqueles saltos queriam somente ir para um lugar sossegado e descansar e no caso de hoje nada melhor do que viagem de regresso a casa num jacto privado para poderem ter todo o descanso que tanto queriam  e precisavam.



- Importas-te de desligar esta porcaria? - a Daniela, que estava com a sua cabeça pousada no ombro da Isa tentava adormecer contudo aquela luz do tablet de Isa incomodava-a. - E ainda por cima a ver fotos do seu hombre.-soltou uma forte gargalhada ao olhar para o ecrã do tablet ao ver uma foto do casalinho.

- Não tás com sono então dorme e não me chateies.

- Não precisas responder assim mas pronto eu até te perdoo porque sei que andas com falta. - a Isa arregalou os olhos não achando piada nenhuma. - De carinho... Andas com falta de carinho é isso.

- Quem não te conhece que te compre e se queres dormir viras-te para o outro lado. - a Daniela colocou a língua de fora e fez o que a Isa lhe disse.


***


A viagem tinha corrido cinco estrelas e depois da aterragem calma, à espera delas estava o Rui. Todas ficaram bastante felizes ao vê-lo pois isso significava que estavam finalmente em terra portuguesa mas foi a Olívia, por razões obvias, que não o largou durante toda a viagem para casa.

- Vou ver o Javi. - tinham as malas no quarto, agora era tempo para ir matar as saudades daqueles que não viam à algumas semanas. - E vocês vão ficar por casa? - perguntou à Daniela e à Helena.

- Tenho de arrumar as minhas coisas primeiro... Ah e já agora não contem comigo para o jantar vou para casa dos meus pais. - disse a Helena.

- Olha dá um beijinho meu ao Javi sim? -falou a Daniela com um sorriso provocador.

- Tu queres que eu te mande ou vais sozinha?

- Só digo isto porque o pobre coitado deve estar a precisar de mimo, anda a passar fominha à tanto tempo.

- Ficas a saber que a partir de hoje deixa de o estar. - garantiu a Isa o que as fez gargalhar.

- Vê se não dás cabo do rapaz.

A Isa ao ouvir a Daniela novamente a provoca-la antes de sair da sala pegou numa das almofadas e atirou-lhe.

- Vou andando até à casa dos meus avós. - disse a Daniela levantando.

- E eu vou arrumar a minha tralha…

***

- Mi amor! - Javi aguardava ansiosamente pelo momento de voltar a ter-la ali ao seu lado e logo uniu os seus lábios. Ela correspondeu ao beijo. O desejo e as saudades que tinham um pelo o outro eram imensas e não perderam tempo. Com os lábios unidos e os seus corpos colados um ao outro foram para o quarto onde se amaram.

- Queres mandar vir alguma coisa para jantarmos? - perguntou Javi num tom carinhoso enquanto passava os seus dedos suavemente  pelos cabelos loiros da Isa, onde esta pousara a cabeça sobre o seu peito despido.

- Não vai dar amor, vou jantar com os meus pais… Olha tu é que podias vir também! - um sorriso nasceu no seu rosto quando falava.

- Não sei se é boa ideia cariño.

- Porquê? - perguntou a Isa com um ar confuso.
- Estamos juntos à alguns meses é ainda muito cedo para apresentações aos teus pais...

- Tu por acaso não estás com medo de conhecer os meus pais?

- Não, claro que não. - garantiu o Javi. - Mas vamos ter tempo para isso. Não vês os teus pais à umas semanas ... É melhor darmos tempo ao tempo.

- Talvez tenhas razão. - a Isa acabou por concordar - Mas como daqui a pouquinho vou embora vamos é aproveitar. - ele sorriu ao ouvi-la falar num tom provocador.

Colocou as duas mãos sobre o peito do Javi e beijo-o. Nem ela nem o Javi queriam perderam tempo com preliminares, até porque a saudade que tinham um do outro ainda não estava completamente saciada e voltaram a amarem-se.

***

Daniela estacionou o carro, tirou as chaves deste agarrou na mala e apressou-se para tocar na campainha.

- Avô. - viu aquele rosto que tão lhe era querido e abraçou-o. Sentiu os braços do avô em volta do seu corpo e as lágrimas surgiram-lhe no canto do olho. Tinha sentido saudade de toda a sua família mas o avô é e sempre foi  o maior pilar na vida da Daniela. O apoio, os conselhos e a segurança que lhe dava era inexplicável e já para não falar daquelas memórias de infância.-Tinha tantas saudades suas... - falou e não conseguiu conter aquelas lágrimas que acabaram por ser mais fortes e escorreram pelo seu rosto.

- E nós tuas. - passou a sua mão pelo rosto da neta limpando-lhe as lágrimas.

- Quem er… - a avó da Daniela ao vê-la ficou com um ar surpreso. - já chegaste minha querida. - tal como o avô esta abraçou-a. - Estás tão bonita.-elogiou-a com um brilho no olhar.

 - Obrigada avó mas também não mudei assim tanto desde a ultima vez que me viram.

- Isso é verdade mas sabes como é a tua avó.

- Sabes que passar um dia sem te ver é uma eternidade. - agarrou a mão da Daniela. - Vamos para sala que vou te preparar um lanchinho.

Não havia forma de dizer que não a um lanche preparado pela avó Inês e a Daniela sabia disso. Preparou-lhe uma tosta mista e um sumo de laranja natural. Um lanche que ganhou um sabor especial pelo simples facto de ser feito pelas mãos da sua avó.

-Hmmm tinha tantas saudades destas tostas. - saboreou a primeira dentada dada naquela tosta fazendo os avós gargalharem. - Mas contem-me todas as novidades.

-Dois velhos como nós tem lá novidades para contar. - respondeu a avó da Daniela. - Tu é que andaste pelo mundo fora deves ter alguma coisa para nos contar.

- Nem por isso, foi trabalho atrás trabalho.

- Mas tens falado com a tua mãe? - perguntou o avô.

- Sim, sim falamos por skype quase todos os dias. E os avós tem falado com ela?

-Temos, ela liga cá para casa todas as semanas.

A mãe da Daniela vivia em França e o pai não tinha qualquer papel na sua vida. Nunca estivera presente. Durante os primeiros anos de vida da Daniela isto significou um grande vazio mas ao ganhar maturidade isto mudou. Aquela tristeza, mágoa e mesmo revolta  foi deixada de lado. Reconheceu que mesmo não tendo uma figura parental na sua vida tinha um grande exemplo do que era um verdadeiro homem… o seu avô.
A conversa fazia com que perdessem a noção das horas, tendo assim jantado com os avôs. Mas tinha outros planos para aquela noite. Estava de volta a Lisboa e queria aproveitar cada segundo destas férias! Com um beijo dos avós no seu rosto segui para o seu cantinho.
Chegou a casa e foi procurar o resto das raparigas. Quando tinha saído de casa a Olívia tinha ficado no quarto com o Rui, a Daniela não quis arriscar e interromper nada então preferiu abrir a porta do quarto da Áurea.

- Já de pijama? - perguntou ao ver a Áurea a ver televisão deitada na sua cama com o pijama vestido.

- Sim. Fui a casa dos meus pais, arrumei a maior parte da minha roupa e agora quero é descansar.

- Tens tempo para descansar depois, hoje vamos é sair!

- A sério não dá Daniela.

- Posso saber porque te estás a cortar? Viraste avozinha foi?! - perguntou Daniela sem entender o porquê da Áurea se recusar a sair hoje.

 - Não, não é isso, só estou cansada.

- Chama-lhe cansaço, chama. Deves pensar que não te conheço. Tens de sair, aproveitar a vida. - falou a Daniela com um tom de entusiasmo. - Não estás sempre a dizer que queres encontrar o teu principie, então tens que te por a mexer! Não ficar de pijama a deprimir!

- Não estou a deprimir. - retorqui. - Estou mesmo cansada,  hoje não.

- Tá bem pronto. - acabou por ceder. - Mas fica combinado que isto é excepção.

- Sim eu prometo. Ainda esta semana vou com vocês beber uns copos. - comprometeu-se sorrindo.

- Olha, onde anda a Helena e a Isa? Sim porque a Olívia ainda deve andar no bem bom no quarto com o Rui. - gargalharam.

- A Helena foi tomar banho e a Isa ainda não chegou.

- Afinal não é só a Olívia que anda no bem bom. - voltaram a gargalhar. - Eu vou para ao meu quarto se precisares de alguma diz.

- Está bem. - disse com um sorriso.

Daniela fechou a porta e ia em direção ao seu quarto quando ouviu a porta de casa a abrir.

-Olha quem é ela... - atirou em tom de brincadeira ao ver a Isa chegar. - Não partiste o rapaz?

- Vê se qualquer dia não te cai um dentinho de tanto rir. - arrumou as chaves dentro da sua mala. - E estive a jantar com os meus pais.

- Mas não foste ver o Javi?

- Sim fui e depois estive com os meus pais. - respondeu-lhe.

- Hmm ok, olha o que me dizes de irmos beber um copo?

- Acho uma ótima ideia. Vou falar com o Javi.

- Quer dizer eu convido-te para sairmos e queres que o teu namorado se cole a nós. - disse fingindo ficar chateada.

- Talvez seja pelo facto de assim que te agarrares a um gajo qualquer não te vejo mais o resto da noite. - afirmou.

- Não seja por isso, falamos com a Helena para te fazer companhia.


Falaram com Helena mas ela não estava com grande vontade de sair de casa. Ainda a tentaram convencer mas tal como a Áurea  ela dissera que estava demasiado cansada para uma noitada.
Elas seguiram então para os seus respectivos quartos. Isa telefonou ao Javi, que aceitou o convite. Com hora e local marcado Isa vasculhou pelas suas malas de viagem até encontrar algo que lhe agradasse. Optou por um look em tons escuros. Vestiu um vestido preto com um detalhe no ombro e calçou uns botins da mesma cor. Retocou a maquilhagem e soltou o seu cabelo loiro.



Já Daniela vestiu um vestido curto, um pequeno casaco de cabedal e uns sapatos altos pretos. A maquilhagem foi simples e deu um pequeno jeito à sua franja.



Estavam prontas e noite ainda era uma criança! Isa pegou nas chaves do carro e em cerca de quinze minutos estacionou no parque onde tinha combinado se encontrar com Javi. Desligou o carro e pegou nas chaves deste. Ouviram o toque de um telemóvel.

- É a minha mãe. - disse Daniela ao olhar para o ecrã do telemóvel.

- Vais atender? - perguntou.

- Sim, vai andando que depois encontramos-nos lá dentro.

- Ok.

Daniela ficara ao telemóvel com a sua mãe enquanto a Isa entrou no bar. Mandou um sms ao Javi e quando ele lhe respondeu foi ao seu encontro. Ao chegar perto dele um sorriso nasceu no seu rosto ficando com o olhar presos um no outro. Nenhum deles falou. Isa aproximou-se e Javi colocando a sua mão direita no seu rosto beijou-a.

 - Estás linda… - murmurou ao ouvido de Isa e depois beijou de forma discreta a pele do seu pescoço.

- Obrigada. - deu-lhe um beijo repicado nos lábios.

- Queres ir até ao bar? O Rúben está lá à nossa espera.

- Quem? - perguntou confusa.

- Disse-te que ia trazer um amigo meu. Chama-se Rúben e está no bar.

- Já lá vamos… Agora quero ir para a pista. - agarrou a mão de Javi. Chegaram à pista de dança e os braços da Isa ficaram em redor do pescoço dele. A distancia entre os seus corpos era nula, pois Javi ao colocar as suas mãos no fundo das costas de Isa puxou-a para ele. Estavam em perfeita sintonia ao som da música e tanto as caricias como os beijos eram constantes. Javi passeava as suas mãos pelo corpo da Isa, o que fazia com que o clima entre eles aumentasse... Havia ali demasiada gente e demasiada "confusão". Ela separou os seus lábios e levou-os dali para fora.

***

Depois de desligar a chamada Daniela entrou bar. Procurou pela Isa mas no meio de tantas pessoas acabou por desistir e foi buscar algo para beber. Com o copo na sua frente, sentada ao balcão olhava em volta. Para além de tentar  avistar a Isa ou o Javi procurava também  alguém que lhe despertasse interesse... Afinal não tinha saído de casa para vir segurar a vela aqueles dois mas sim para aproveitar a primeira noite de férias. Bebeu o ultimo gole e pouso o copo vazio, preparava-se para chamar o empregado quando ouviu uma voz masculina.

- Posso? - olhou para o seu lado esquerdo e viu um homem. Pelos vinte e pouco anos de idade, moreno.Ela olhara-o dos pés à cabeça e ao fazê-lo lançou-lhe um sorriso. A noite tinha acabado de ficado melhor aos olhos de Daniela.

- Claro! - ele depois da ouvir sentou-se no banco perto dela. - Rúben. - estendeu a sua mão direita para a cumprimentar.


- Daniela. - respondeu-lhe. Não tinham tirado o olhar de cima do outro. Rúben sem qualquer pudor olhará para cada centímetro do corpo da Daniela. O empregado aproximou-se e o Rúben pediu-lhe que trouxesse mais duas bebidas, sendo estas as primeiras de muitas. As provocações aumentavam à medida que os copos iam ficando vazios e colocados de parte. O ambiente entre eles ficava cada vez mais intenso. Nos seus olhares estava presente aquele desejo que ambos tinham um pelo outro. Daquelas pequenas provocações seguiram-se os beijos e mais tarde as caricias… Nenhum deles queria colocar travão aquilo, muito pelo contrário! Isto fez com que a Daniela com intenção de não deixar as coisas por ali, separasse os seus lábios, agarrasse a mão do Rúben e abandonassem o bar.



Olá meninas!
Bem meninas durante uns longos meses tive esta história na minha cabeça e depois de me questionar várias vezes decidi passar para "papel". Por agora estará um pouco "verdinha" mas com o passar dos capitulos as coisas irão mudar!Gostava que a acompanhasse e que me dissessem o que acham da história,do rumo que está a levar ,das personagens....quero puder ler as vossas opiniões :)
Espero que tenham gostado do primeiro capitulo!:)
Beijinhos para todas!!